CEFET-MG

Características comportamentais são pontos de atenção na contratação

Segunda-feira, 19 de junho de 2017

Por Editora 2B -

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o desemprego já atinge mais de 14 milhões de brasileiros. Esses dados, referentes ao primeiro trimestre de 2017, indicam que há muita mão de obra disponível no mercado. Mesmo assim, a pesquisa “A Cabeça de Quem Contrata – expectativas e desafios em relação ao profissional contemporâneo”, conduzida pelo Instituto Locomotiva, encomendada pelo Ibmec, revelou que gestores encontram dificuldades de contratar profissionais com alguns perfis específicos. O estudo consultou 220 CEOs e diretores de RH, entre janeiro e fevereiro deste ano.

Metade dos gestores entrevistados na pesquisa afirmou que não é fácil encontrar no mercado pessoas com as seguintes características: inovadoras, que pensam “fora da caixa”, atuantes no mercado global, engajados e “donos do negócio”, e empreendedores. De acordo com Flávio Rocha, CEO da Riachuelo e um dos entrevistados na pesquisa, a qualificação acadêmica é um dos pontos de partida para a formação de um profissional de qualidade. Porém, esta qualificação precisa estar aliada a algumas características comportamentais, como a habilidade de se trabalhar em equipe e a inteligência emocional.

Sobre estas características comportamentais, 70% dos gestores concordaram que um bom profissional deve ter características de liderança, deve ser colaborativo, se comportar como “dono do negócio” e ser estável emocionalmente. Segundo Walter Longo, CEO do Grupo Abril, cada vez mais serão necessários nas empresas os profissionais chamados de “intraempreendedores”. “Nós estamos formando pessoas cada vez mais especializadas em resolver problemas, e estamos formando pouca gente especializada em criar problemas, gerar desafios, em ser um intraempreendedor e ter a consciência de que é preciso mexer em time que está ganhando e de que a mudança é o único estado constante”, comenta Walter Longo.

Os gestores revelaram na pesquisa, ainda, o que esperam dos cursos de pós-graduação na formação dos profissionais. De acordo com 70% dos entrevistados, os cursos devem ter aulas voltadas para o mercado e preparar os profissionais para serem inovadores e terem um perfil colaborativo.

Coordenação de Programas de Estágio / CEFET-MG